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Retomada dos atendimentos no Hospital Montenegro é anunciada - 05/04/2017
Crédito: CRÉDITO: Cathierine Hoffmann/ASCOM PREFEITURA DE SALVADOR DO SUL

Legenda: Secretários da Saúde dos 14 municípios que tem referência no HM foram chamados para o anúncio

O diretor do Hospital Montenegro, Carlos Batista Silveira, anunciou no dia 30 de março aos secretários municipais da saúde dos 14 municípios que tem sua referência na casa de saúde montenegrina, que desde a segunda-feira, 03 de abril os atendimentos nas áreas de fisioterapia, hematologia e cirurgias geral e bucomaxilofacial serão retomados. A reabertura do HM como referência do Sistema Único de Saúde (SUS) foi possível devido ao recebimento de R$ 15,8 milhões pagos pelo governo do Estado.

Além desses atendimentos, até o final do mês outras especialidades serão retomadas, como ginecologia, oftalmologia, neurologia, cardiologia, entre outras, com exceção de cirurgias plásticas e endocrinologia, que não serão mais oferecidos no HM.

A secretária municipal da Saúde de Salvador do Sul, Márcia Ebbing Eckert acompanhou a reunião. Todos os municípios estavam ansiosos pela retomada, uma vez que nenhum atendimento havia sido realizado desde janeiro de 2017. As consultas e exames serão remarcados pelo Hospital. Aqueles que não tem seu número de telefone atualizado deverão entrar em contato com a secretaria da saúde do seu município para que possa atualizá-lo e consequentemente não perder sua consulta/exame. "É um alívio para os municípios receber essa notícia. Esperamos que o retorno seja estabilizado", declarou Márcia.

Estiveram presentes, além dos secretários da saúde dos 14 municípios atendidos pelo HM, o prefeito de Feliz e presidente da Associação dos Municípios do Vale do Caí, AMVARC, Albano Kunrath e o presidente do Conselho Regional de Desenvolvimento, COREDE, Alzir Bach e a titular da 1ª Coordenadoria Regional da Saúde, Maria Luisa Moraes.

Números

Antes de anunciar a retomada dos atendimentos, o diretor do HM, Carlos Batista Silveira informou alguns números da casa de saúde nos últimos anos. O pico de atendimentos no Hospital Montenegro foi em 2014, com quase 55 mil pacientes. Em 2016, onde de abril a agosto os atendimentos foram suspensos, o número baixou para cerca de 22 mil. De janeiro a março deste ano nenhum dos municípios que tem referência no HM conseguiu marcar consulta. O diretor e o diretor técnico Fabrício Fonseca justificaram a suspensão em função da reorganização da equipe, sendo que muitos profissionais da saúde e fornecedores deixaram de atender o hospital. "Sabemos que o povo está todos os dias cobrando da secretaria da saúde, até do prefeito. Mas precisamos desse tempo para organizar a situação, renegociando com os profissionais", disse Carlos.

O diretor contou ainda que estão em busca das liberações de emendas parlamentares e recursos oriundos da consulta popular. O Estado pagou a dívida com o HM no início de março, com uma redução de R$ 403 mil mensais. Conforme o secretario estadual da saúde do RS, a redução foi porque o hospital não estava atendendo.

Saiba mais: Internações por mês em 2016 na região: Salvador do Sul: 131; Tupandi: 122; Pareci Novo: 148; Brochier: 160. Repasses de recursos anualmente: Salvador do Sul: R$ 34.297,92; Tupandi: R$ 30 mil; Pareci Novo: R$ 148.450,44; Maratá: R$ 78 mil; São José do Sul: R$ 117.957,60.

Nova referência em AVC

O Hospital Montenegro a partir de agora traz uma novidade: será referência para  atendimento de pacientes que sofreram acidente vascular, o conhecido AVC. Através da portaria 1.115, no dia 10 de abril os pacientes com AVC poderão ser encaminhados ao HM. O diretor Batisto informou que que será oportunizada uma capacitação aos profissionais da saúde dos municípios para que encaminhem os pacientes da maneira correta, para que o atendimento seja no prazo ideal para que o mesmo se revitalize sem maiores sequelas. "Não adianta mandarem pra cá um paciente que teve um AVC há seis horas. Por isso vamos capacitar a todos", destacou.

Absenteísmo

Uma das preocupações do HM e consequentemente dos municípios é o alto índice de absenteísmo. Muitos pacientes com consulta, exame e até mesmo cirurgia marcada não comparecem no dia marcado, sem aviso prévio, onerando hospital e governos municipais. "O atendimento cancelado é prejuízo, pois o médico terá que ser pago da mesma forma", explicou Batista. Aqueles que realmente não puderem comparecer precisam avisar com antecedência.

E para aqueles que tiveram suas consultas/exames/cirurgias desmarcadas, a secretária municipal da Saúde de Montenegro, Ana Maria Rodrigues, sugeriu a realização de um mutirão de atendimento, para suprir essa demanda em várias áreas. O HM acatou a ideia e declarou que irá analisar junto aos municípios a viabilidade.



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