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Ecocitrus busca ampliação com novos parceiros - 11/04/2018
Crédito: Crédito imagem: Cathierine Hoffmann/ASCOM Prefeitura de Salvador do Sul

Legenda: Em conversa com um dos sócios-fundadores da Ecocitrus, Renato Schommer, a prefeitura de Salvador do Sul vem apoiando agricultores da cidade para adesão à cooperativa Ecocitrus

Na manhã da última quarta-feira, 04 de abril, o prefeito Marco Eckert, vice-prefeito Leo Haas e a secretária da Agricultura e Meio Ambiente Gledes Forneck realizaram o plantio de três mudas na propriedade de André Freitas, em Campestre Baixo, dando o pontapé inicial do novo incentivo que a prefeitura de Salvador do sul está realizando: o apoio para adesão de novos produtores na Ecocitrus.

A Cooperativa dos Citricultores Ecológicos do Vale do Caí, a Ecocitrus, desde o ano passado tem conversado com a Secretaria da Agricultura de Salvador do Sul para adesão de novos produtores interessados em investir no agronegócio com espírito verde. Isso porque a Ecocitrus é reconhecida pela agricultura sustentável. "A Ecocitrus trabalha com uma filosofia, que é o resgate da agricultura sustentável. Toda sua produção é orgânica, livre de agrotóxicos. Buscamos agricultores interessados para integrar a Cooperativa que estejam dentro dessa filosofia de produção", destaca Gledes.

O primeiro produtor a aderir a produção orgânica para a Ecocitrus é André de Freitas, que começará com uma produção de cerca de 200 mudas de citros. A prefeitura de Salvador do Sul incentiva no intermédio junto à Cooperativa e também realizou o frete das mudas, adquiridas com Renato Schommer, em Linha Francesa, município de Barão. Schommer é um dos sócios fundadores da Ecocitrus.

Projeto de expansão da Ecocitrus

A Ecocitrus foi fundada em 1994 com 15 agricultores na época que tinham o objetivo de produzir fruta orgânica. Logo em seguida foi implantada uma usina de compostagem no município de Montenegro. O composto orgânico produzido no local é entregue aos produtores associados à Cooperativa. No início foi tentado vender a fruta orgânica inclusive para Ceasa, mas com a grande perda da fruta surgiu então a ideia de fazer os sucos e óleos essências. "A partir de 2009 começamos a aproveitar a mandarina verde, retirando o óleo da casca, além da laranja e o suco", recorda Renato. A fábrica, construída na menor planta possível, já tinha o potencial para o processamento de até 20 mil toneladas por ano.

Foi então que constataram que fora da época de produção local, de março a outubro, onde os sócios da Ecocitrus tinham uma produção de 4,7 mil toneladas de frutas, as máquinas ficavam sem utilização, o que não agregava valor à Cooperativa. "O tempo ocioso é prejuízo. Foi então que terceirizamos para empresas até de Santa Catarina", destacou. Na fábrica os sócios utilizam a fábrica, mesmo na época de safra, apenas dois a três dias por semana. Nos demais dias a fábrica abre espaço para terceirizados. "E também para a Ecocitrus, adquirir frutas não orgânicas não faz parte da nossa ideologia e não compensa porque teríamos que ter uma escala muito grande. São Paulo tem fábricas que processam 2, 3 milhões, e aí eles conseguem reduzir custo de produção, mas nós não temos como competir", explica. Foi nessa lógica que a Ecocitrus lançou um plano de expansão para a adesão de novos agricultores e sócios, para aumentar a produção da cooperativa, diminuindo a necessidade de terceirização.

Para integrar a Cooperativa, que hoje conta com 80 associados, estão sendo realizadas parcerias com as prefeituras, como ocorreu em Salvador do Sul e também estão ocorrendo em municípios vizinhos, como Barão, Tupandi, Bom Princípio, Pareci Novo, Montenegro, entre outros. Há cerca de dois anos estão agregando mais agricultores em todo o Vale do Caí, fazendo parcerias com as Emater e Sindicato dos Trabalhadores Rurais. "Estamos buscando produtores que podem já ter seu pomar, e aí fazemos a conversão para o orgânico e também os novos produtores, como é o caso do André, de Salvador do Sul", explicou. Conforme Schommer, a meta é a adesão de 30 novos sócios nos próximos meses através do plano de expansão da Ecocitrus.

A Ecocitrus participa de diversas feiras a nível internacional, e através disto o mercado da cooperativa, tanto para o suco, óleo essencial, solvente para indústria química e a polpa da fruta, 90% da produção é exportada, sobretudo para a Alemanha, França e Holanda. "A demanda para esses países é bem maior, pois como vocês sabem o grande mercado de cosméticos no mundo é na Europa. Por exemplo, o famoso perfume francês contém óleos essências do Vale do Caí", destacou. No Brasil o consumo é menor, mas é um mercado em expansão. Através do plano da Ecocitrus, com os novos produtores a meta é garantir mil toneladas a mais de fruta para 2018, chegando próximo às seis mil toneladas e assim diminuir a necessidade de terceirização da fábrica.

Os interessados em se integrar na Ecocitrus receberão da cooperativa o composto orgânico para a adubação dos pomares, assistência técnica em parceria com as Emater dos municípios, certificado de orgânico e a garantia de compra e venda do produto. "Com os pomares novos, já implantados, quando chegarem ao pico de produção, já chegaremos a pelo menos sete, oito mil toneladas. E área na região tem muito ainda para ser plantada", destacou.

Já o agricultor interessado deverá se comprometer com a Ecocitrus, associando-se à cooperativa, e produzir o pomar dentro das normas, sem uso de qualquer agrotóxico ou adubação química e entregando toda sua produção para a Ecocitrus. "A cooperativa realiza então todos os meses uma plenária com todos os sócios, onde preço da fruta, condução dos pomares, venda dos produtos, tudo é discutido conjuntamente", explicou.


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